sábado, 5 de março de 2011
Tentou pular o carnaval em Curitiba e acabou preso.
Aqui vemos o Wella, um dos sócios do bar "Ao Distinto Cavalheiro" que foi detido por "perturbação da paz". Isso aconteceu no dia 3, durante o tradicional "Grito de Carnaval" do bar.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Preparativos
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Do Carnaval à Copa
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
não esqueçam das camisetas:)

alguns preparativos para esperar a chuva como os deuses mandam... e algo de FP para nós dessasossegados!
Cai chuva. É noite. Uma pequena brisa,
Substitui o calor.
P’ra ser feliz tanta coisa é precisa.
Este luzir é melhor.
O que é a vida? O espaço é alguém para mim.
Sonhando sou eu só.
A luzir, em quem não tem fim
E, sem querer, tem dó.
Extensa, leve, inútil passageira,
Ao roçar por mim traz
Uma ilusão de sonho, em cuja esteira
A minha vida jaz.
Barco indelével pelo espaço da alma,
Luz da candeia além
Da eterna ausência da ansiada calma,
Final do inútil bem.
Que, se quer, e se veio, se desconhece
Que, se for, seria
O tédio de o haver... E a chuva cresce
Na noite agora fria.
***
http://www.slideshare.net/Mineira51/poesias-inditas-fernando-pessoa
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O que Curitiba nos faz?
pípou,
vai aqui um mote para pensarmos na forma como a cidade de Curitiba trava, na falta de verbo melhor, os seus habitantes.
Tomemos o exemplo da srta. Letícia Magalhães, singela mestre versada na última flor do Lácio, moça séria, leitora de Trevisans e Drummonds da vida. Bastou sair de Curitiba e descer no centro do Rio para que importantes transformações acontecessem. Este é um fenômeno interessante que deveria ser estudado por cientistas. O que acontece com as pessoas quando saem de Curitiba? Ou ainda, como a cultura popular é capaz de modificar os curitibanos?
Como imagens falam mais do que mil palavras, vejamos:
Esta é a srta. Letícia Magalhães numa típica festa em Curitiba. Reparem que alguém dorme ao fundo, apesar do horário avançado (oito e meia da noite...). A srta. Magalhães provavelmente está debatendo (vejam seu ar jovial e concentrado) algum tema importante da filosofia ou das ciências sociais ou da linguística (ou alguma coisa muito útil), enquanto as pessoas escutam, em baixo volume (pois tem alguém dormindo e todo mundo é muito educado), Gotan Project ou Porstishead ou alguma coisa assim, chique. Na mesa (com cadeiras de design avançado), não retratada na fotografia, há comidinhas levemente chiques e alguns vinhos chilenos. Enfim, uma das muitas festinhas curitibanas que acontecem aos sábados, sobretudo nas áreas próximas à reitoria da UFPR.
Pois tudo se transforma quando a srta. Magalhães vai para o Rio de Janeiro. Agora, ao invés dos aperitivos franceses e dos vinhos chilenos, a srta. Magalhães se farta de latinhas de skol e espetinhos de queijo coalho, comprados de um paraibano torcedor do Flamengo (o homem tinha chaveiro, carteira, chinelo, camisa, tudo do Mengão), enquanto ela "toma um bronze" na praia. Mais tarde, imbuída de um verdadeiro espírito antropológico e leitora de Manuel Bandeira, ela resolve mergulhar de vez na cultura popular brasileira e se aventura num bloco de carnaval próximo à área do porto. A transformação é imediata. Ao invés de alguém dormindo, pessoas pulando como doidas e se abanando porque o calor é saariano. Assim como na festa acima, o bloco também tem suas discussões filosóficas, traduzidas em frases como :
- "Pô mermão! Mó gata e tu tá vacilando"!
- "Pô mermão! Mija ali no canto. Ninguém vai vê mermo"
- "Caraca!"
Enfim, uma transformação que pode ser vista no vídeo abaixo. O leitor deve relevar a qualidade precária, lembrando que o registro foi feito em condições adversas de tempo (um calor do cão) e de alcoolismo. Mas o que nos importa aqui é ver como as pessoas mudam ao sair de Curitiba...
É ou não é uma transformação espantosa? Fica aí a dica para grandes debates (com algumas pessoas dormindo ao fundo...).
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